Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 28.000 vezes em 2015. Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 10 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

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São Miguel do Gostoso – RN


mapa1Sabe onde o vento faz a curva? Não? Pois esse lugar existe e tem nome… São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, município que fica ao Norte de Natal (108 Km de distância), bem na “esquina” do nosso Brasil.

Por conta dos ventos extremamente intensos, a cidade é considerada um dos melhores lugares do mundo para a prática de esportes com vela, a exemplo de kitesurfe e windsurfe. E mesmo com “gringos” por todos os lados, já que tem gente que vem do mundo todo para aproveitar a ventania, a cidade é um sossego só. Aliás, de barulho… Só o vento e o mar!!!

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Passamos este último final de semana lá.

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Pelo Booking, reservamos a Pousada Recanto da Praia, extremamente bem localizada, com quartos ótimos, clima “hiper” agradável e tranquilo, beira-mar e um atendimento maravilhoso. A Carmelita, dona da pousada, é uma simpatia!

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A pousada fica na Praia da Xêpa, região central da cidade e praticamente paralela à rua principal (Chamada Praia da Xêpa), onde teremos os principais restaurantes.

Chegamos bem cedo, no sábado, deixamos as nossas coisas na recepção e, via pousada mesmo, fomos aproveitar a praia.

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A praia da Xêpa e todas as demais da cidade são extremamente tranquilas, com águas verdes e calmas. Exceto pela praia Ponta do Santo Cristo (que reúne os kitesurfistas e windsurfistas), as demais são praticamente desertas e você encontrará apenas alguns moradores locais e pescadores. Um verdadeiro sossego! Passeamos a pé, pela Praia do Cardeiro (que tem uma lagoa de água doce, mas, que estava quase vazia) e a do Maceió.

Mas, se você quiser pode alugar quadriciclos na rua principal para conhecer as praias (R$ 150,00, por uma hora), ou fazer passeios de buggy (R$350,00). Os passeios vão até Galinhos (cidade linda que já visitamos, confira o post aqui) ou para Punaú e Maracajaú (também lindas e que já conhecemos, ver post aqui).

Assim, como já conhecíamos as praias e a ideia era descanso, ficamos por São Miguel mesmo.

Almoçamos no centro da cidade em um restaurante chamado Macambira (bromélia típica da região sertaneja). Seu Isaias, dono do estabelecimento e natural de São Miguel do Gostoso, foi quem nos recebeu, quem cozinhou e quem veio conferir depois se estávamos satisfeitos.

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 A pedida… Peixe grelhado (robalo ou badejo) com abacaxi e gengibre, acompanhado de arroz e bolinho de macaxeira. R$ 65,00 para duas pessoas. Uma delícia!!!

De volta para pousada…. Um convite ao sossego! Redes por todos os lados e espreguiçadeiras embaixo de chalés que, somados ao vento, nos levaram ao sono da bela adormecida. kkkkkkkkkkkkk

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Por volta das 16h30min, pegamos o carro para assistir o famoso Pôr do Sol na praia de Tourinhos que fica a 8 km do centro, por meio de uma estrada de terra batida.

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A praia é a mais bonita da região, com uma grande faixa de terra, águas calmas e algumas formações rochosas. A ideia é subir nessas formações rochosas e avistar o Pôr de Sol de lá. Realmente lindo!!! Além disso, vindo bem cedo, há pouquíssimo movimento e, na maré baixa torna-se excelente para prática de Stand Up Pedal.

De volta a São Miguel, hora de jantar… E as opções são muitas. A culinária é realmente forte e bem gourmet!

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A rua paralela à pousada (Praia da Xêpa) possui alguns dos principais restaurantes da região. O jardim do Seridó (é beira-mar e famoso pela comida mexicana e moquecas), o Quintal da Pizza (“super” aconchegante), o Nifu-Nifá (steak house e carnes grelhadas… Também super lindo!) e o Gênesis, que escolhemos e  já já falamos.

Mais distante um pouco, próximo ao museu Casa de Taipa, há o Hibiscus (cozinha baiana e regional. Que só abre à noite). E a Madame Chita (creperia charmosa, na praia do Maceió).

Por orientação da Carmelita, fomos ao Genesis Resto Bar e me apaixonei pelo lugar. Sem brincadeira… Um dos melhores lugares que já estive.

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“Super” lindo, aconchegante, delicado, fofo, cheio de detalhes que te enchem os olhos e com um cardápio excelente.

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 Deu vontade de pedir tudo, por completo. E tirar trocentas mil fotos de cada detalhe… do muro (externo e interno), das mensagens espalhadas pelo lugar, da louça, da mesas, das velas, das luminárias…. “Mega” recomendo!!! https://www.facebook.com/Genesis-Resto-Bar-331907586919836/ Há também, cervejas especiais, vinhos… Ao som de jazz… Ai, Ai, Ai….

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Para quem quiser ficar até tarde, umas ruas paralelas à frente, há o Espaço Mix. Mas, neste período que estávamos lá, acontecia a III Mostra de São Miguel do Gostoso que ocorre anualmente no mês de novembro. http://mostradecinemadegostoso.com.br/2015/ e oferta sessões ao ar lrive, na Praia do Maceió, para a população.

No outro dia, foi só… Curtir a praia e o sossego!!!

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Para almoçar, desta vez, fomos até a Pousada Só Alegria, ao lado do Espaço Mix, onde fica o recomendadíssimo Malagueta. A Pousada é uma delíciaaaaaaaa…

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Vale a visita! Incrivelmente linda. Possui um belo mirante que rende ótimas fotos, a fofura do “Joy” nos recepcionando… e a comida… Incrível!!!

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 Um show!!!!

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Florença (Firenze)

IMG-20150712-WA0018De longe, foi o lugar mais encantador que visitamos na Itália!  E, arrisco dizer, um dos mais lindos lugares do mundo. Com certeza, se voltarmos, iremos explorar toda a região da Toscana… Afinal, se Michelangelo, Donatello, da Vinci, Boticcelli, Giotto, Maquiavel, Dante Alighieri, dentre tantos outros, viveram ou se inspiraram por aqui, não foi à toa! Há algo de muito especial nesta região…

É chegar e sentir… Incrível!!!

 

Era fim da tarde quando chegamos e nos dirigimos para uma das mais belas vistas que a Itália pode nos dar, um pôr do sol com vista panorâmica da cidade, na Piazzale Michelangelo. Um cartão de boas-vindas… Suficiente para encerrar o dia e agradecer por estar vivo e enxergando um espetáculo destes!

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Ficamos hospedados em um autêntico hotel Florentino, Hotel Villa Gabriele d’Annunzio. Bem longe do centro, mas bem próximo a um ponto de ônibus que nos deixaria lá com tranquilidade. Agradável, sem carpete, com um belo jardim (era fim da primavera e talvez isso também tenha dado o melhor visual que possa existir e os melhores aromas que se possa imaginar), uma piscina fenomenal, café da manhã delicioso, quartos com janelas grandes, estilo romano, que nos permitia ter uma visão das outras casas e da vida que esses florentinos tem.

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Além disso, o legal de ficar longe de centros turísticos é que você vai poder comer em locais onde os “verdadeiros” italianos comem. Nossa melhor comida italiana foi aqui.. Nhoque, Pizza, Bisteca Fioretina, Vinho, Cafés… Hummmm!!!! Foi onde surgiram os saboressssss italianos…. E o melhor, em Lugares (esquinas ou cantinas) que você não daria nada… Por valores que você nem acredita… Simplesmente delicioso!!!

Para completar a felicidade, havia um supermercado nas imediações do hotel (é só questionar na recepção), não tão perto, mas com vinhos a €2 euros. E por esse preço você e nós, andaríamos alguns quilômetros. Kkkkkkkkkkk. O que foi feito!

Vinho barato e de quebra, um caminhar pela cidade surreal!!!  As casas, as varandas, as floreiras, o cheiro…. Bom, e para além do vinho… Chocolates, cafés… Enfim, faça a sua feira na Itália!

DSCN0819Bom, no dia seguinte, pela manhã, saímos para explorar a cidade. Embora a região central e turística seja pequena, cerca de 1 km de largura, o dia seria longo, já que teríamos muito a ver.

Iniciamos bem cedo no centro cultural da cidade.

Alguns dizem que Florença é o berço do Renascimento mas, para nós, ela é o Renascimento. A gente esteve lá… Se não fossem os estilos das roupas das pessoas, os celulares e outros equipamentos eletrônicos e as “zilhões” de lambretas estacionadas ao lado de prédios históricos, você poderia dizer que voltou no tempo e, realmente, esteve lá.

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DSCN0974A cidade inteira é extremamente preservada. Suas ruas, pontes, vielas, praças e especialmente as obras, esculturas, pinturas, a céu aberto, são de uma grandiosidade e cuidado fora de série (sabemos que muitas são réplicas e a maioria das originais encontra-se nos museus, mas, mesmo assim). A história é tão grande e tão presente que, para cada obra existente você poderia passar horas olhando…. Sem exageros!

E para tornar esse passeio ainda mais agradável, outro ponto alto que gostaríamos de destacar é a limpeza da cidade e a educação e generosidade das pessoas… Pois mesmo com “trocentos” mil turistas, parece que a cidade está intocada e as pessoas estão ali com sua alegria de viver constantemente.

Bom, de acordo com a Unesco, a Itália concentra 60% do patrimônio artístico do mundo e metade dessas obras estão em Florença. É inacreditável.  A Catedral, a Ponte Vecchio, o Mercado, a Praça da Sinhoria, o Mercado de Couro… Tudo, tudo, tudo!!!! Impagável!

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Iniciamos na Duomo de Florença (que, para nós, está entre as quatro mais lindas já vistas. E, só para lembrar, são elas: Notre Dame (Paris), Duomo de Milão (Milão),  Abadia de Westminster (Londres) e esta.

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A Duomo, também conhecida como Basílica de Santa Maria del Fiori, tem detalhes  para ficar impressionado. Você, com certeza, vai parar, olhar, fotografar de todos estilos possíveis, tirar mil “selfies”, sentar, entortar a cabeça de diferentes formas, admirar uns minutos… E valerá todos eles.

Com estilo neogótico e em mármore branco, verde e rosa, tem uma fachada fenomenal e levou quase dois séculos para ser construída. É a principal e mais famosa construção da cidade, além de ser a quarta maior catedral do mundo em tamanho. Sua parte interna abriga 20 mil pessoas.

Se a fila e o sol te permitirem entrar (Horário de funcionamento: 10 às 17h – 10 €) você poderá visitar obras primas da arte renascentista de Zuccari, Donatello, Uccello e Ghiberti e ter uma das melhores vistas da cidade, pois nenhuma construção de Florença supera em altura a Duomo. Senão quiser entrar, faça, por fora, um 360º em toda ela, para admirar cada espaço e, em especial a Cúpula de Filippo Brunelleschi.

Ao lado da Duomo, temos o Campanile (Campanário) projetado por Giotto em 1934. Está aberta das 08h30min as 19h30min, com entrada a 6€. E, à frente, temos o Batistério, um prédio menor, que fica aberto das 12h as 19h (Entrada 3€).

O Batistério é a construção mais antiga de Florença, datada dos séc. 5 e 6 e local onde Danti Alighieri foi batizado. A função do batistério era batizar pessoas pagãs já que estas não podiam entrar nas igrejas. Não deixe de apreciar! Na entrada, há réplicas das famosas portas de bronze esculpidas por Ghiberti, discípulo de Michelangelo. Conhecidas como “As Portas do Paraíso”, foram criadas entre 1424 e 1452 e representam um dos mais belos trabalhos de arte do período renascentista e demorou 20 anos para ficar pronto.

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De lá, seguimos pela ‘Via di Calzaiuoli’….

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E à direita nos dirigimos a Piazza della Repubblica, que é a praça central histórica da cidade, pois foi construída no Império Romano. Portanto, mantém o estilo de praça fechada, com duas estradas principais que levavam a quatro portas de saída e entrada da cidade, direcionadas a Roma, o que nos explica a expressão “todos os caminhos levam a Roma”.

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A praça que vemos hoje foi reconstruída devido às guerras, mas mantém sua estrutura de reunir importantes prédios da cidade, chiques e históricos cafés e lojas de renome, além de um lindo carrossel antigo.

Daqui, seguimos até a Igreja de Orsanmichele, originalmente construída para ser um mercado de grãos, tornando-se igreja em 1380 ou 1404. Dizem que o mercado tornou-se Igreja após inexplicáveis aparições de Nossa Senhora, bem como de uma estranha pintura em um dos seus pilares, o que passou a atrair muitos peregrinos.

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Ao tornar-se Igreja criaram-se 14 nichos em suas fachadas para que artistas da região doassem estátuas de santos padroeiros. Hoje, o que vemos são réplicas. As originais estão no museu que fica nos andares superiores do prédio e foram executadas por vários grandes nomes, a exemplo de Donatello, Ghiberti, Bologna, dentre outros.

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A visita a esse Igreja é gratuita e vale a pena apreciar o tabernáculo criado por Andrea Orcagna que guarda uma reprodução da Madonna e Menino.

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Saindo da Igreja nos dirigimos ao Mercato Nuovo (Mercado Novo), local que já foi venda de tecidos de seda, na Idade Média, e de palha, por volta do século XVIII. Hoje, atua com um mercado de suvenires, artesanato e couro.

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No mercado, muitos turistas visitam a Fontana del Porcellino, uma escultura em bronze, do século XVII, do artista Pietro Tacca, que representa um Porco do Mato ou espécie de Javali (o original está localizado no Palazzo Pitti). E reza a lenda que esfregar a mão em seu nariz ou colocar uma moeda na boca do Porcellino, fazendo-a escorregar e cair na grade que se encontra abaixo, próximo dos pés., indicará sorte e boa fortuna.

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Do mercado, seguimos para a Ponte Vecchio. A ponte mais antiga de Florença (Sec. 14 e única “sobrevivente da II Guerra Mundial, por ordem de Hitler, mas que hoje é vista reconstruída, pois foi destruída em uma inundação em 1966).

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Atualmente, abriga muitas lojas de joias modernas e artistas locais expondo pinturas e artesanato. As joalheiras remetem ao tempo da família Médici, donos do dinheiro da cidade, que retiraram os antigos açougueiros que ali viviam e jogavam carne no rio ocasionando um grande odor.

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A ponte nos permite uma bela vista do rio Arno e abriga um corredor no primeiro piso, que era utilizado pela família Médici para irem do Palazzo Pitti até a Galeria Uffizi.

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Daqui, seguimos para a Galleria Degli Uffizi, local que reúne os maiores acervos do mundo. As filas são imensas. Portanto, a dica que sempre orientamos. Compre pela internet. O lugar é mágico, especialmente para quem admira arte e história.

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Da Galeria, seguimos para o local mais incrível, a Piazza della Signoria, o coração de Florença.

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Nela está uma perfeita cópia do Davi de Michelangelo, símbolo da liberdade (o original está no Museu dell’Accademia), a Fontana de Nettuno, além do prédio da prefeitura de Firenze, conhecida como Palazzo Vecchio.

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Por séculos tem sido nesta praça onde os eventos mais importantes da cidade acontecem, políticos ou sociais. Ela está cercada por um grupo magnífico de esculturas, onde se destacam o Perseu segurando a cabeça da Medusa de Cellini e o Rapto das Sabinas, de Giambologna (este você ficará dando voltas e voltas para olhar em todos os ângulos).

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Ao passar por aqui não tenha pressa nenhuma. Visite o Palazzo Vecchio que fica aberto das 09h-19hs. Seu interior foi decorado por Vasari e era moradia dos príncipes de Florença, valendo a visita aos andares superiores onde estão os apartamentos ducais.

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Depois da visita, observe cada uma das esculturas a céu aberto, pare em algum lugar, olhe em todas as direções e viaje de volta no tempo, pois praticamente tudo que você estudou sobre renascimento foi pensado por pessoas que viveram e frequentaram este espaço.

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Daqui, fomos almoçar na Trattoria Zaza, para experimentar a maravilhosa e única Bisteca Fiorenta (no melhor lugar em que fomos na Itália). Para acha-lo é só se dirigir ao Mercado de Couro, atravessá-lo e do seu lado esquerdo você já avistará vários restaurantes e dentre eles, o Zaza (Piazza del Mercato Centrale, 26, Firenze, Itália).

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Após o almoço ainda passamos nas Igrejas Santa Croce e Santa Maria Novella. Ambas de estilo gótico e finalizamos no Museu dell’Accademia.

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Dica 1: Você lerá em muitos locais que é possível visitar a antiga Casa de Dante Alighieri, no entanto, O Museo Casa di Dante (Via Santa Margherita) não foi na verdade sua casa, mas talvez, baseando-se em seus escritos o local mais próximo de onde viveu e para quem gosta vale a visita pela reunião de acervo existente do escritor e da idade média.

Dica 2: Não tivemos oportunidade de conhecer o Palazzo Pitti e, especialmente, os seus jardins pois este dia foi absurdamente quente (sensação térmica de mais de 40 graus) e eu, Mariana, acabei não passado bem, mas tudo que lemos indicava para visitá-lo e estava em nossa listinha. Para visita-lo é só atravessar a  Ponte Vecchio. O palácio é a maior residência de Florença. Possui vários museus, e o maravilhoso Giardino di Boboli http://www.uffizi.firenze.it/musei/?m=boboli, que reúne em seus jardins várias esculturas e fontes nos seus mais de 45.000 metros quadrados.

Arrivederci!

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Pádua (Padova) e Pisa

Nossa ida às cidades de Pádua e Pisa foi totalmente turística, ou seja, de passagem para conhecer suas principais atrações: a Basílica de Santo Antônio de Pádua, em Pádua, e a torre inclinada em Pisa.

O ônibus saiu bem cedo.

Pádua parece ser uma bela cidade para se viver. Simples e aconchegante, embora seja um importante centro econômico e cultural.

OBS: Uma das principais universidades da Itália também está aqui, a Universidade de Pádua.

Paramos o ônibus no local apropriado para isso (a Itália toda é bem organizada nesse sentido) e iniciamos nosso trajeto a pé.

Pádua fica só a 37km de Veneza. Não havia quase ninguém pelas ruas da cidade o que deixou a aparência da mesma ainda mais linda.

Iniciamos pela maior praça da Itália, a Piazza Pralo della Valle, com 90.000 metros quadrados, mas que também é a segunda maior praça da Europa.

É uma praça de encher os olhos. Possui um formato elíptico com área verde no centro e dois arcos com grandes estátuas, separados por um pequeno lago. Possui quatro pontes que coincidem com os pontos cardeais dando acesso ao interior da praça. No centro, um lago com chafariz.

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Ao redor da praça, vários monumentos históricos: a Basílica de Santa Giustina, a Loggia Amulea ou Cà Duodo e o Palazzo Zacco.

A cidade é internacionalmente conhecida por ser a cidade onde Santo Antônio passou parte da sua vida e faleceu após ter saído de Lisboa.

A Basílica de Santo Antonio é administrada por Frades Franciscanos e é belíssima. A igreja conserva algumas relíquias do santo, como sua tumba, seu túnica, sua língua e sua mandíbula (fica do lado esquerdo de quem entra), além de possuir uma riquíssima ornamentação.

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A Basílica externamente tem estilo gótico, românico e bizantino e internamente renascentista e barroco. Dentro também há um belo jardim e onde é ofertado o conhecido e famoso “pãozinho de Santo Antônio”, que também pode ser comprado em várias lojinhas e cafés externos.

Depois seguimos até Pisa.

O ônibus fica um pouco distante, em um estacionamento específico. De lá, pegamos um ônibus urbano (muito organizado) que nos leva até um ponto mais próximo. Ao descer, são “zilhoes” de ambulantes vendendo suvenires (os melhores preços. Só perdeu para Roma. Mas, vale a pena comprar “pinóquios” aqui e tudo que for relacionado a Pisa.

Após passar pelos ambulantes e achar que você vai visitar só uma torre inclinada, você adentrará em uma estrutura toda murada e, portanto, prepare-se!

Ao chegar a chamada Piazza dei Miracoli  (Praça dos Milagres) que é o Conjunto Monumental formado pela Torre Campanário (a Torre inclinada), o Duomo (Catedral), o Batistério e o Camposanto (cemitério), seu queixo já deve ter caído e seu olhar deve estar fixo para inclinação incrível da torre!!!!

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Vale só por isso, pois nenhuma foto nos dá a dimensão de estar com aquilo diante dos olhos. Incrível!!!

É possível subir na Torre,entrar na Catedral, mas o sol estava de rachar e depois de olhar tudo isso, fomos logo tomar Gellato e sentar em uma das muitas trattorias e se deliciar com Pizza e Vinho!!!IMG-20150712-WA0038

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Continuando… Veneza!!!


10515325_10207426512523997_1574522048464669854_oTalvez tenhamos criado expectativas demais… Talvez a cidade estivesse cheia demais… Talvez tenhamos ficado pouco tempo demais… Talvez estivesse mais turística, capitalizada e comercial que esperávamos… O fato é que, nem de longe era a Veneza que imaginávamos…

Um local que é classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em nossa percepção, deveria ter leis mais sérias de preservação e, especialmente, limites de visitação.

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A questão econômica talvez tenha ofuscado um pouco a beleza do lugar. Pelo menos é o que achamos. São tantas lojas de alto nível em meio à cidade histórica  que quase não se vê os venezianos de fato. Sem falar, nos “troçentos” vendedores ambulantes em cada esquina.  E, para completar, como dissemos no primeiro post “Iniciação à Itália…” Não achamos nada de romântico!

O passeio de gôndola… Desculpem-me! Não nos pareceu charmoso… Pelo contrário, extremamente caro, até abusivo e visivelmente “turistado”!

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Mas, tentamos tirar o melhor de nossas vivências, portanto não deixe de ir a Veneza. Pois, além de tirar suas próprias percepções, suas ruelas, pontes, o mercado de frutas e os locais não turísticos são charmosíssimos. Perder-se é o melhor de Veneza e te permitirá sentar longe do burburinho e viver a delícia italiana, admirar a arquitetura fantástica e aquela água esverdeada e que não tem nada de malcheirosa, rodeando a cidade.

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Mas, como dica, acredito que se você puder hospedar-se em Veneza, irá viver a beleza do lugar, especialmente quando o “furdunço” reduzir e as lojas estiverem fechadas. E aí, quem sabe, pegar um gondoleiro cantador no início da manhã ou à noite e realmente curtir!

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E, outra coisa, embora possa parecer loucura o que diremos agora, acreditamos que seja melhor ir no inverno ou na baixa estação (se é que existe baixa estação em Veneza). É que, com menos pessoas, pelo menos, você provavelmente verá cidade e seus detalhes, com toda admiração, tranquilidade e vinhos que a Itália merece!

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Mas, vamos lá… Nós ficamos hospedados no hotel Holiday Inn em Veneza Mestre e não em Veneza ilha. E é o que mais comumente é feito, especialmente pelas excursões, pois alegam ser mais barato.

Veneza Mestre fica na parte continental, mas não poderemos falar sobre ela, pois ficamos distante do centro. Aliás, não recomendamos o hotel, que além da péssima localização, apresentou quartos com muito mofo e comida sem muita variedade.

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Pela manhã, o ônibus nos levou até o porto para que pegássemos um dos transportes típicos do local, o vaporetto. A ilha de Veneza é dividida em seis regiões, chamadas de sestieris, são elas: Cannaregio, Castello, Dorsoduro, San Marco, San Poloe e Santa Croce.

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Antes de descermos em San Marco, que é o sestieris mais turístico, nos dirigimos a uma ilha anexa, chamada Murano que fica a apenas 1 km e é famosa pela produção dos cristais de Murano.

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Estivemos em uma Fornace: a Ferro e Lazzarini que também é uma indústria.  Já havíamos visto este tipo de atividade em Poços de Caldas, mas, é sempre maravilhoso ver estes artistas em atividade e com tanta agilidade e delicadeza. Lá, quem quiser pode comprar os cristais originais.

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De lá, nos dirigimos a Veneza. Descemos na Praça São Marcos e aqui encontramos alguns dos principais pontos turísticos da ilha:

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De cara, o Palácio Ducal que foi reconstruído no sec. XIV e XV e é um dos símbolos de Veneza, com as suas paredes de mármore rosa e branco e arcadas góticas. Foi residência oficial dos duques, sede do governo e prisão. A entrada do palácio é pela Scala D’oro. Veja a Sala Delle Mar, toda decorada por mapas, a Sala Dell Maggor Consiglio, com quadros de Tintoreto e Veronesse, e a Sala San Cristoforo, com afrescos de Tiziano. A ponte Del Sospiri conecta o palácio a antiga prisão.

Horário: 09-19hs

Valor: 17 euros

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Ao lado, a Basílica de São Marco que tem entrada gratuita e fica aberta das 09h-17hs. A basílica foi inicialmente construída no século 9, para guardar o corpo de São Marcos. Seu estilo bizantino reflete a história de Veneza, que foi a primeira ligação entre o Ocidente e o Oriente. A fachada e o interior estão repletos de mosaicos. Dento dela existem alguns destaques que para visitar precisam ser pagos, são eles: o “Tesoro Della basílica”, onde estão presentes dados a basílica; o Pala Dóro, grande altar de ouro, decorado com pratas e pedras preciosas, atrás do altar principal. E o museu da basílica, onde você vai ver mais de perto os mosaicos de pedras que formam as cúpulas, os originais dos Cavalos de São Marcos (estátuas grandes de cavalo), além de apreciar a vista da cidade lá do alto. Estava com a fachada sendo revitalizada quando fomos e com uma fila gigantesca para entrar.

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E, em frente à Basílica, o Campanile ou campanário e de onde se obtem as melhores vistas do Grande Canal e as pontes da Accademia. Tem 99m de altura e também possui estilo bizantino oriental.

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O seu interior é revestido por pequenos mosaicos, pintados a ouro e cinco cúpulas, onde se destaca a cúpula da Criação.

Horário: 09-19hs

Valor: 08 euros

Após dar uma bela olhada nesta região central, e, infelizmente não ver os pombos tamanha era a quantidade de gente, como vocês podem ver nas fotos, seguimos em direção a Ponte Rialto.

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Há várias placas amarelas em Veneza indicando a Piazza São Marco, a Per Rialto e a Ferrovia.

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E daí em diante foi um grande passeio a pé, por seus becos, canais, ruelas, esquinas…

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Paramos para almoçar em uma Tratoria deliciosa que, infelizmente, não lembro o nome, já que perdi as informações contidas no meu celular. E, em seguida, fomos pegando nosso rumo e nos orientando pelas placas.

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A Ponte Del Rialto é a mais antiga da cidade e é uma das pontes mais fotografadas do mundo. Infelizmente também estava sendo restaurada e muito do seu espaço estava coberto.

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Descendo pela Ponte, há o grande mercado de Rialto, primeiro com lojas, artigos de couro e depois com frutas. Do mercado de frutas, resolvemos nos perder em espaços não turísticos, onde aí sim, pudemos curtir a arquitetura e a beleza da ilha que contrasta com as águas.

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Na volta, paramos para fotografar a Ponte Del Sospiri que, conta a lenda, tem esse nome devido aos últimos suspiros dos prisioneiros condenados a morte. E curtimos um pouco a praça San Marcos novamente, admirando os orientais sentados em seus cafés caríssimos.

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Voltamos a Mestre de Vaporetto, mas, se quiser ficar mais tempo você pode pegar um trem que sai de (Santa Lucia) a 0h36 (2,90 euros) ou ônibus  (ATVO), linha 8ª (3,50). Lina N1 (a noite). Se for de ônibus, deve comprar os bilhetes nos tabacchi  (espécie de barzinho) e validá-los nas máquinas apropriadas.

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Para a época em que fomos, início do verão, a principal dica é: chapéu/boné, protetor solar, óculos, água e tênis nos pés. E, se der, um short. Como você pode ter observado nas fotos, cheguei de calça jeans para poder visitar a Basílica (onde não se entra de bermuda ou short. Embora eles deixem enrolar um lenço) e troquei assim que pude.

Estava um calor de matar!

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Enfim.. esta foi nossa impressão, rapidamente melhorada com a visita a Florença e que contaremos no próximo post…

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Iniciação à Itália…. Começando… Milão, Sirmione e Verona!!!

A Itália é história pura!!!

Cada lugar, cada esquina, cada passo (várias vezes, literalmente)… E você volta no tempo ou para os livros e relembra mil filmes e vive tudo isso. Pois está tudo lá!!! Este é o grande esplendor da Itália. Um banho de cultura e arte! E isso, basta!!!

Portanto, desde já, dizemos logo… Pelo menos na nossa percepção… Não há nada de romântico em Veneza e nada de excepcional na comida (decepção, depois de reler Comer, Rezar e Amar, especialmente o “comer” e achar que eu, Mariana,  ia me esbaldar…), mas, poder estar em locais em que tantos outros, especialmente artistas estiveram, conversaram, escreveram, pintaram, desenharam e modificaram o rumo da história, vale a viagem!

Para, além disso, o que chama a atenção é a vida que se leva aqui… Não sei se a “La dolce vita” de Fellini (não a percebi, tamanha a quantidade de turistas em qualquer lugar…), mas, com um pouquinho de observação e você encontra italianos verdadeiros, andando bastanteeeeee a pé, dos mais novinhos aos mais idosos e, por longas trajetórias… Dirigindo-se as suas casas com poucas sacolas de supermercado na mão (já que a compra diária é um costume social, tamanho o desejo por alimentos frescos… e talvez daí venha o sabor diferenciado da comida, que, infelizmente, não comi!), aproveitando as águas mediterrâneas sempre que possível, cultivando suas lindas e maravilhosas flores nas varandas, jardins, muros…

Só é uma pena a pouca atenção e o baixo percentual dedicado à proteção das relíquias históricas pelo governo.  Ainda bem que várias empresas particulares, especialmente marcas famosas de roupas e joias, vêm se encarregando de cuidar, preservar e deixar limpas tantas esculturas e monumentos.

Mas, enfim… Fomos à Itália na primeira semana de junho de 2015.

DSCN0118A entrada foi por Milão. Chegamos já à noitinha… Ficamos hospedados no hotel Starhotels Tourist Milan. Em frente a ele (mas, em frente mesmo) há a estação de Metrô Bignami (linha lilás).

A ideia era chegar e já pegar o metrô sentido San Siro Stadio, descer na estação Zara (linha amarela 3) para Baledação, sentido San Donato. E, finalmente, descer na estação Duomo, para conhecer esta linda Catedral. Mas…. A região do nosso hotel é considerada bem perigosa e nos alertaram de que não seria muito adequado… Principalmente na volta… Então, ficamos pela região do hotel mesmo.

Mas, se você for ficar alguma noite em Milão, vamos sugerir os bairros que mais encontramos destaques para visitar, se deliciar e sentir o clima da cidade:

Brera – antigo bairro dos artistas e de casas de prostituição até os anos 50, mas que hoje é um bairro extremamente cultural e considerado um dos metros quadrados mais caros da cidade;

Bairro Navigli – Bairro que fica dá nome aos canais construídos entre séculos 15 (com soluções de engenharia dadas por Leonardo da Vinci) e 18 (quando Napoleão completou o Naviglio Pavese).  Os navigli são canais feitos originalmente para possibilitar a navegação do lago de Como e dos rios Po e Ticino até o centro de Milão.

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No dia seguinte, seguimos até o Castelo Sforzesco que hoje é um dos grandes museus da cidade. Contudo, na época do Renascimento foi a residência Ducal e, inclusive, local de moradia e trabalho de Leonardo Da Vinci. Além do museu (que na verdade, é uma espécie de museu dos museus), o Castelo possui uma bela estrutura a ser apreciada com jardins e bosque da época da realeza.

Do Castelo, seguimos andando em frente, em direção a Duomo (Catedral) de Milão. A catedral, em estilo gótico, é de cair o queixo de qualquer um. Um espetáculo!  Toda trabalhada no mármore branco-rosa e levou 400 anos para ficar pronta.

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Ao seu lado, temos a Galeria Vittorio Emanuelle II, um dos templos das compras de luxo da cidade (várias lojas “alto nível” e cafés e restaurantes charmosíssimos). Um edifício imponente construído a pedido do rei Vitorio Emanuelle II no final do século 19 e que liga a Piazza del Duomo à Piazza della Scala.

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Ainda hoje, o pavimento do prédio é original e os mosaicos incríveis abaixo da grande cúpula de vidro, no centro, foram reconstruídos após o bombardeio da II Guerra. É linda de viver gente!!!   As reconstruções foram patrocinadas por marcas famosas como Padra e Versace e para vê-los, bem de perto, atualmente existem quatro estações com bancos e binóculos para os visitantes.

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Há também, no chão, bem no centro da galeria, um touro dentre os mosaicos. Diz a crença popular, que se você girar o calcanhar do pé direito nos testículos do animal e der três voltas inteiras isto te dá sorte. Bom, não custa cumprir a tradição e arriscar uma fezinha, né???

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Ao lado da Galleria, para quem gosta, há uma lojinha da Ferrari (na direção do McDonald – local que você pode ir também, se estiver apertado para o banheiro, sem precisar pagar).

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Imagem retirada da internet

Imagem retirada da interne

Saímos de Milão em direção a Verona. Mas, este trajeto não foi pela estrada, mas sim, atravessando o belo Lago di Garda e conhecendo a lindíssima Sirmione, comuna italiana pertencente a província de Bréscia, na região da Lombardia.

O Lago Di Garda é o maior lago da Itália. E, Sirminone é banhada por ele.  Conhecida por ser um local de veraneio desde o tempo do Império Romano. É muito antiga e muito bem preservada.

O centro, onde existe o Castello Scaligero (1277) é extremamente conservado e um cartão postal da cidade que, nesta época do ano, de fim da primavera, estava ainda mais linda, cheia de flores e jardins por todos os lados. Super aconchegante, super charmosa. Super familiar.

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Por ser domingo, pegamos um grande trânsito. Mas, ao estacionar no grande espaço para ônibus, nos dirigimos ao deck para os passeios de lancha pelo lago que também adentram o Castelo.

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O passeio, na verdade, dá a volta em toda a península, também famosa por suas águas termais. E dele podemos avistar as famosas grutas de Catullo (sítio arqueológico daquilo que foi a  maior Vila Romana do Norte da Itália).

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A posição das Grutas de Catullo, bem na ponta extrema da península, revela a vista fantástica que se tinha e a imensidão do espaço de 02 hectares que, na antiguidade possuía grandes casas, jardins e espaços privados e águas termais.

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Findado o passeio, seguimos pelo centro conhecendo a cidade. Adentrar ao castelo é a parte mais incrível. Além de visita-lo, vale a penas percorrer as ruelas charmosas, entrar em lindas lojinhas e degustar os maravilhosos Gellatos.

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IMG-20150712-WA0021De lá… Verona… E Não tem jeito… Falou em Verona e a gente já se lembra da história Shakespeariana de Romeu e Julieta e dos filmes assistidos recontando essa história, o mais recente… Cartas para Julieta. Se a história aconteceu de verdade ou não, sinceramente não importa… Ela existe no nosso imaginário e estar ali, (re)imaginando a cena do romance,  é lindo!!!

Como estávamos em ônibus e ônibus não entra na cidade, descemos em um estacionamento específico… Atravessamos uma ponte sobre o rio Agide, margeamos a muralha do castelo e chegamos a Piazza Brà, centro da cidade…  O grande ponto na praça é a Arena. Anfiteatro do ano 30 a.C. que é terceiro maior do mundo. Estava em revitalização quando fomos.

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O dia estava lindo e talvez por isso, a cidade estava L–O-T-A-D-A!!! Um mar de gente…

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Seguimos pela Via Manzini até a Piazza delle Erbe, para chegar até a atração mais turística… A Casa de Julieta (Via Capello 23). Não é difícil.

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A cidade possui plaquinhas marrons por todos os lados indicando os caminhos e, mesmo se você se perder, vale a pena, pois as construções são lindas, o ar italiano está por todo lugar, as lojinhas são fofas e a cidade toda é patrimônio da humanidade pela UNESCO por causa da sua estrutura urbana  e arquitetura. E  a gente pode dar a sorte de pegar uma ruela assim… vazia…

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Pena que ficamos tão pouco tempo, mas uma pena também ter tanta gente numa cidade minúscula. Parecia Olinda no Carnaval o que tira um pouco da magia do lugar… Mas, fica para uma próxima viagem!!!

Depois tem mais… Veneza… Florença e Roma!!!

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Berlim/Berlin

O outro ponto alto da nossa viagem pela Europa era Berlim. Desejo do meu pai e que, logo, se tornou desejo de todos. Afinal, Berlim e a Alemanha de modo geral, fazem parte da nossa história. As guerras, o nazismo e a separação comunista e capitalista (esta, vívida na minha memória com as imagens da queda do muro noticiada na tv), são as correlações iniciais que fazemos com este local. E, podemos ter uma noção de toda essa história ao longo da cidade, agora reestruturada e moderna, mas que mantém inúmeros museus, memoriais e espaços reservados e preservados.

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Chegamos à Berlim, à noite. Ficamos em um hotel “super”bem localizado no centro, o Mark Hotel, a poucos passos de uma das principais avenidas comerciais da cidade, a Kurfurstendam, mais conhecida como Kudamm. Esta avenida era o centro comercial da Berlim ocidental, quando dividida, e é repleta de lojas, supermercados, farmácias, restaurantes, cafés e acesso fácil às estações de metrô.

A nossa ideia era chegar, guardar as malas e pegar um táxi para visitar o Museu Judaico (Judisches Museum Berlin), já que sexta-feira é o único dia da semana que ele fica aberto até às 22hs. Mas, estava “bemmmmm” frio e, nós, “bemmmm” cansados da viagem. Assim, essa visita ficará para uma próxima oportunidade (até porque, Berlim merece o retorno).

Mas, fica a aqui a dica. Dizem ser maravilhoso! Ele está localizado na rua Lindenstraße 9-14, 10969. Para chegar até lá, você se dirige a estação de metrô Kurfurstendamm – linha U1. Sentido Warschauer Strabe. A parada é a Hallesches tor e de lá, pegará um ônibus desses: Bus M29, M41, 248. A volta é a mesma coisa, só que no metrô o sentido é: UhlandstraBe. A entrada custa 08 euros.

Bem, a mudança de planos nos levou a um jantar com direito a cerveja alemã, gozação dos garçons (afinal, o 7×1 é histórico) e muita comida e sobremesa gostosa. Em seguida, ainda deu tempo de dar um passeio pela extensão da Kudamm para nos localizarmos (especialmente, tomando ciência do metrô), visitar algumas lojas que ficam abertas até às 22h e sentir o clima de uma cidade… limpa, segura, organizada e com pessoas educadas e atenciosas.

O blog simplesmente Berlim, dedica um post inteiro só para contar a história desta avenida. A Kudamm é imensa! Possui 3,5 km de extensão e, muito próximo ao nosso hotel (750 metros), fica a Igreja Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche ou simplesmente Gedächtniskirche. Uma das atrações mais famosas de Berlim, por ser um símbolo da destruição causada pela Guerra, e que podemos observar nas ruínas da torre que permanece extremamente danificada.

No outro dia, pela manhã, fizemos o passeio panorâmico com a excursão. Saímos cedo, demos uma volta pela cidade observando o trajeto do Muro que separava a Alemanha Ocidental e Oriental em inúmeros registros demarcados por ruas, calçadas e avenidas da cidade.

A primeira parada foi no Portão de Brandemburgo… A região do Portão é extremamente simbólica. Ele é a porta de entrada de uma das principais avenidas, a  Unter den Linden (que falaremos daqui a pouco). E, por trás dele, encontra-se a “Pariser Platz” que possui as embaixadas, prédios políticos e o famoso hotel em que Michel Jackson segurou seu filho pela Varanda.

De um dos lados do Portão está o Memorial do Holocausto e do outro lado, o Reichstag (Prédio do Parlamento Alemão e sua linda cúpula de vidro). Porém, visitamos estes no dia seguinte e contaremos mais adiante.

Em seguida, com a excursão, fizemos a 2ª parada na East Side Gallery (parte preservada do Muro de Berlim), que fica ao longo do rio Spree, com a linda ponte Oberbaumbrücke ao fundo (vale a ida por trás do muro, para tirar uma bela foto com a ponte ao fundo).

O Muro foi grafitado por 105 artistas de várias regiões do mundo logo após a queda. Possui o título de mais longa galeria de arte a céu aberto. O painel mais popular é o famoso beijo fraterno entre o líder soviético e o alemão Erich Honecker e Leonid Brezhnev. 

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Dica: Vale a pena comprar os suvenires que imitam pedaços do muro, com réplicas dos grafites. E, se quiser saber mais sobre o muro de Berlim há o Memorial do Muro de Berlim, na Bernauer Strasse (Indo de metrô, pegue a Linha U8 e desça na estação Bernauer Str).

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Da East Side Gallery seguimos para o Checkpoint Charlie, posto militar que ficava na fronteira entre a Berlim Ocidental e a Oriental e permitia a passagem de membros das forças aliadas e diplomatas estrangeiros. E, ao lado, está a Topografia do Terror, um trecho preservado do Muro que funciona como memorial, documentando momentos históricos da época nazista.

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Finalizamos a excursão em frente à Catedral de Berlim (Berliner Dom) e, como algumas pessoas queriam visitar o Campo de Concentração próximo à cidade e o guia cobrou uma taxa a cada um (10 euros), nos organizamos e fomos com ele de trem.

Saímos a pé por ali pelo centro… Utilizamos um dos muitos banheiros públicos existentes pelas ruas e extremamente limpos (aliás, parece uma máquina do tempo oval… moedinha… portas se abrem, você entra… e voilá!). Ah! Berlim!!!

Chegamos à estação de trens metropolitanos, comemos… Compramos nossos tickets nas máquinas automatizadas (neste caso, compramos tickets coletivos, pois saía mais barato) e nos dirigimos à entrada…

Detalhe!!! Sem catracas, sem mostrar ticket a ninguém… Simplesmente entramos. E, da mesma forma, saímos!!!  Êh, 1º mundo!!!

O trem que pegamos seguiu em direção a Hauptbahnhof. Mais uma vez, detalhes… Cachorros, bicicletas, crianças sozinhas… Tudo isso dentro de um trem extremamente limpo e silencioso. Descemos na estação Oranienburg. Daqui, atravessamos a rua e pegamos o ônibus 804 (em direção a “Malz”), mas também pode ser a linha de ônibus 821 (em direção a “Tiergarten”) para o memorial Sachsenhausen.

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O bilhete custa aproximadamente 1,40€. E não se preocupe em se perder… Sempre tem grupos fazendo essa visita. Estava um frio de matar e havia umas trinta pessoas, além do nosso grupo que era formado por dez.

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O ingresso ao campo é gratuito, você paga apenas pelo áudio guia. Mas, no nosso caso não foi necessário.

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Enfim… A experiência é indescritível!  

Embora este não tenha sido um campo de
extermínio, como Auschwitz, mas sim um campo que eles denominavam de “modelo”, pois era onde os oficiais estudavam e treinavam para os demais campos, 13 a 18 mil soviéticos foram presos e executados nos fornos. O filme “Os falsários” foi gravado aqui. Está muito bem preservado e revela uma época assustadora mesmo. Durante a caminhada pelos espaços, só lembrava-me dos trechos de Vitor Frankl no livro “Em busca de sentindo”.

Foi o dia mais frio que passamos em Berlim… Ventava tanto que das dez pessoas do meu grupo, apenas 04 finalizaram a caminhada pelo campo, dentre elas, eu. Mas, quase morremos de frio. Terminei com sensação de hipotermia nos dedos e é porque estava empacotada dos pés a cabeça.

Imaginava, o tempo todo, o dia a dia daquelas pessoas com fome, vivendo em espaços minúsculos, aos montes, com roupa inadequada, sem sapatos, doentes e fracos, tendo que ficar naquele espaço a céu aberto, em época de inverno gélido, sabendo que a qualquer momento podiam ser mortos… Realmente um terror!

A visita é, sim, triste, angustiante, mas importante e necessária. Por isso, tantas escolas, até hoje em Berlim,  tem como atividade obrigatória a visita de crianças a estes locais, de modo que se lembrem da capacidade da maldade humana e do que o ódio, preconceito, exclusão e diferenciação podem fazer…  E, principalmente, que, diante de tanto terror, isto nunca mais, volte a acontecer!!!

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Finalizamos a noite no campo… Tomamos um pouco de café, visitamos a lojinha que lá possui, nos aquecemos também e voltamos. Porém, a esta altura, já não havia ônibus de volta, então tivemos que andar uns 40 minutos até a estação de trem. Portanto, atenção aos horários dos ônibus e a correlação dos mesmos com os horários dos trens.

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No outro dia, acordamos cedo e tomamos um táxi até a “Alexander Platz”, famosa praça da cidade, onde está a altíssima torre de TV (que você pode subir e ter uma bela visão da cidade).

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De lá, nos dirigimos até a estátua de Marx e Engels que fica em um parque logo à frente. Não tinha como a gente não parar e fotografar estes filósofos que lemos tanto e maiores representantes do comunismo. Queria muito uma estátua de Nietzsche e Freud também e assim, teríamos uma reunião histórica de primeira linha. (risos)!

Seguimos nosso passeio a pé pela Unter den Linten, em direção ao Parlamento Reichstag, onde havíamos agendado visita para o fim do dia. A avenida tem 1,5 km de extensão.

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Iniciamos com a magnífica Catedral de Berlim (Berline Dom- aberta de 09h às 20h). Dela, temos acesso a Ilha dos Museus (Museumsinsel) que abriga cinco museus renomados mundialmente: Museu novo, que possui o busto da rainha egípcia Nefertiti; o Museu Pergamon, que abriga peças monumentais e é o museu mais visitado de Berlim; a Galeria Nacional Antiga, que exibe principalmente pinturas do Impressionismo, Romantismo, Neoclassicismo, Biedermeier e início do Modernismo; e o Museu Bode que exibe uma coleção de esculturas, Arte Bizantina, além de uma grande coleção de moedas. A praça é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1999.

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Continuando a caminhada em direção ao Parlamento, atravessamos a ponte ao lado da praça dos museus, chamada de Schlossbrücke (Ponte do Castelo) que possui várias estátuas lindas. A ponte leva esse nome porque em seu outro lado (oposto à Museuminsel) ficava o principal palácio da monarquia prussiana — mas o que você vai ver é um grande descampado, conhecido como Schlossplatz.

Andando mais a frente, encontramos alguns palácios. O primeiro que você vai ver, à direita, de cor rosa, é a Zeughaus, que hoje abriga o Museu da História Alemã.  É o prédio mais antigo da Unter den Linden, construído entre 1695 e 1706, como arsenal. Vale a pena entrar neste Museu e ao final, visitar a lojinha do mesmo que possui muitas lembrancinhas interessantes e a preços acessíveis (muitas vezes, melhor do que as lojas de suvenires). Compramos caderninhos fofos, cada um, por 1€.

Em frente a ele, mas do outro lado da avenida, está o prédio Alte Kommandantur, reconstruído em 1999. Temos ainda, o Kronprinzenpalais (Palácio do Príncipe herdeiro), O Prinzessinnenpalais (Palácio da Princesa), que hoje em dia é chamado de Opernpalais (Palácio da Ópera).

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Seguindo na Unter den Linden, à direita, há uma pequena construção em estilo clássico, chamada Neue Wache. Atualmente, abriga apenas uma escultura da artista alemã Käthe Kollwitz chamada “Mãe com seu filho morto”, mas ela é tão tocante que vale à pena entrar, não se paga nada. O lugar em si foi transformado em “memorial para as vítimas da guerra e da tirania”.

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Logo adiante fica a Humboldt Universität, a universidade mais antiga da cidade e onde estudaram personalidades famosas da história, literatura e política.

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O prédio onde funciona a universidade era originalmente o palácio do príncipe Heinrich da Prússia. Do outro lado da rua, há um grande pátio, entre a ópera e um prédio da Universidade, chamado Bebelplatz, onde os nazistas queimaram livros de autores considerados “não-alemães”, entre eles Freud, Marx e Tucholsky. No meio deste pátio, que chamam de praça, há uma instalação de vidro e através dele, se vê várias estantes vazias, em memória ao incidente. Não pudemos ver, pois estavam acontecendo várias reformas no local.

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Ao longo da avenida, há várias lojas, cafés e restaurantes. Ao nos aproximarmos do Portão de Brandenburgo, visitamos o Memorial do Holocausto que é corretamente denominado de Memorial aos Judeus Mortos na Europa. Um labirinto de pedras de granito pretas, de larguras, comprimentos e alturas distintas e que nos dão a sensação de desordem e irregularidade. E, a ideia dos arquitetos e engenheiros que o produziram foi essa mesmo, de perpassar a sensação de intranquilidade e confusão, representando a perda da razão humana. No subterrâneo, há o Ort der Information, uma exposição com informações sobre a perseguição e o extermínio dos judeus pelos nazistas. A exposição mostra detalhes biográficos de vítimas do holocausto.

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Finalizamos com o Parlamento Alemão (Reichtag) que, danificado pelo incêndio na segunda guerra, foi restaurado, mas só recebeu a cúpula de vidro, ao invés da de metal original, alguns anos depois.  A cúpula de vidro tem em sua parte interna uma plataforma espiral que leva até o topo, de onde se pode ver o Portão de Brandenburgo e uma bela vista da cidade.

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A cúpula e o terraço do Reichtag podem ser visitados gratuitamente, mas obrigatoriamente com agendamento prévio, por meio do site do Bundestag. Há opções de visitas guiadas e independente.

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Finalizamos o dia na Kudamm novamente, comendo a mais autêntica comida alemã: joelho de porco com chucrute (Eisbein mit Sauerkraut) e muita Currywust que é aquela salsicha de curry com batata fria M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!!! . O local escolhido foi um autêntico e tradicional “Salon” alemão Alt Berliner Salon.

Os pratos que pedimos foram exatamente os: Grossers Berliner  Eisbein, Ezwein berlnier boulettein e Berliner currywust (veja o menu no site).

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E, a gente comeu muito mesmo, tomou cervejas alemãs, foi muito bem atendido pelo povo alemão… que, diferente do que nos disseram, são simpáticos e querem mesmo é se afastar da história triste  a amarga ligada ao seu país.

#AmeiBerlim!

 

 

 

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