Amsterdã (Amsterdam)


Nada se compara a Amsterdã! De cara, tenho que começar dizendo isso! Foi o lugar que mais amei conhecer. Aliás, não só amei como me mudaria para lá… Mais especificamente, para uma das 2.500 casas flutuantes atracadas em seus canais.

Genteeeeeee!!! O que é aquilo???? Com direito a varadinha… tulipas na jardineira da janela… cozinha americana…. e… Óbvio! Uma “bike” estacionada na beirada da calçada para você ir de canto a canto dessa cidade. É tudo de lindo, de pitoresco e ao mesmo tempo sofisticado, aconchegante…

Aliás, da próxima vez que voltar lá, irei me arriscar a passar uma noite nessas casas… O Site: Holland.com, informa como podemos fazer isso!

A cidade me chamou atenção em tudo.. o ar, a qualidade de vida, a educação e generosidade das pessoas, a organização, o transporte público, limpeza, alimentação e esse jeito de cidade pequena, histórica, respirando arte e ao mesmo tempo moderna, sofisticada e com muitas possibilidades….

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 Enfim… Vamos ao relato… Mas, acho que nem preciso dizer que você não pode deixar de conhecer e de ficar pelo menos três dias.

Bom… Chegamos à noite e ficamos hospedados no Steingenberg Schiphol Aiport. Também, disparado o melhor hotel da viagem toda. Afinal, opção de salmão e champanhe no café da manhã não é em qualquer lugar. O hotel fica perto do aeroporto. Longe do centro. No entanto, a cada 15 minutos sai uma van gratuita que te leva até o aeroporto e de lá, é facílimo se locomover.

OBS: O serviço de van gratuito funciona para vários hotéis em Amsterdã. Assim, considero interessante ficar hospedado perto do aeroporto e, provavelmente, de forma mais barata. A cada 15 minutos as vans passam no aeroporto. Há pontos de vans específicos para cada hotel, tanto para fazer o transfer aeroporto-hotel, quanto hotel-aeroporto. E não se preocupe se sentir perdido. Aqui foi disparado o lugar em que tivemos mais facilidade para tirar dúvidas. Em inglês ou até em espanhol, todos se mostraram muito solícitos, atenciosos e educados.

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Estando no aeroporto tá tudo resolvido! Afinal, lá também é estação de trem. No próprio saguão do aeroporto você verá sinalização para a estação de trem. As passagens são vendidas em máquinas amarelas que aceitam cartão de crédito. O blog http://www.turistaprofissional.com/category/holanda/ tem várias informações sobre Amsterdã e um passo a passo de acesso as máquinas e as sinalizações e foi fundamental para nos situarmos.

Mas, se você preferir, há um balcão de venda de passagens. Depois é só se dirigir a plataforma que te levará para “Centraal Station”. Do aeroporto até a Centraal Station são cerca de 20 minutos, e é bem prático. A viagem deve sair algo entre 6 e 7 euros.

IMG_20141213_123018Chegando na Central Station (centro de Amsterdã) você terá várias opções para se locomover…

  • a pé (a que prefiro sempre, principalmente em cidades planas como essa, mas é fato que a gente tem que ter tempo);
  • de bicicleta (por meio de aluguel. Há várias lojas que alugam bicicletas. A mais conhecida é a MacBike e tem vários pontos pela cidade. Deve ser extremamente prazeroso, afinal, você está fazendo uso do principal meio de locomoção da cidade. Bicicletas aqui possuem vias próprias e tem mais preferencial que carros e pedestres. OBS: No entanto, ao se aventurar de “bike” de cara, atenção para sinalizações, locais de estacionamento e identificação de sua “bike”, afinal, são muuiiitttassss). Olha um, dos muitos  estacionamentos de “bike”…

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  • De Trans ou ônibus (logo ao sair da centraal station vão te indicar várias opções. É só esperar o número adequado do trans ou ônibus para o lugar que deseja ir. Ao entrar, você procura um cobrador que fica mais à frente. Cada passagem custa, em média, 3 euros. Dentro dos trans, há mapinhas das estações, igual ao metrô e também orientação por voz.
  • De barco pelos canais (a melhor opção de todas na nossa percepção, que tínhamos pouco tempo na cidade). É que com o barco ou como eles chamam: “bus canal” você pode percorrer três diferentes trajetos (linha vermelha, laranja e verde) que contemplam pontos específicos da cidade e você pode descer e retornar quantas vezes quiser em vários pontos turísticos e ainda curtir esse passeio maravilhoso pelos canais.

Na noite em que chegamos, visitamos um pub próximo ao hotel e provamos duas cervejas típicas de Amsterdã, a Amstel e a Juppiler e uma comidinha básica para acompanhar.

Na manhã seguinte, saímos bem cedo. O destino inicial era a visita ao Moinho de Rembrandt. Lugar mágico, inclusive porque nos deu uma dimensão da vida no campo da Holanda. Em seguida, fomos ao centro de Amsterdã.

Amsterdã possui mais de 6.800 edifícios históricos e com arquitetura típica. É a cidade da Europa que mais reúne esse tipo de patrimônio. Já os canais foram construídos no século XVII. A sensação é incrível. Descemos e fizemos um belo percurso a pé iniciando pela  Praça Dam e seguindo para a Begijnhof e o mercado das flores.

A Praça Dam é o coração de Amsterdã. De lá, seguimos em caminhada até a Begijnhof ou Jardim das Beguinas, um conjunto de casas fundadas no período medieval, século 12,  para mulheres de uma irmandade católica, que solteiras ou viúvas, tinham uma vida casta focada em ajudar pessoas necessitadas.

Essas casas, suas igrejas, capelas e jardins ficam protegidos por um muro e uma grande porta de madeira.  Esse lugar possui as casas mais antigas de Amsterdã, uma delas, ainda em madeira.

Lá dentro não há mais Beguinas, porém a atmosfera, o silêncio e a tranquilidade nos transporta para uma outra época.  O local tem visitação gratuita. Fica aberto diariamente, das 09h as 15h. Para chegar até a Begijnhof segue a dica de “turistaprofissional” – Praça Spui. Procure a American Book Center, pois a porta que dá acesso ao Begijnhof fica do lado.

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Por fim, o mercado das flores flutuante. Descemos à beira do Singel, o canal em que está o mercado. Todos os produtos ficam em barcaças flutuantes desde os anos de 1800. Tem tudo que você imaginar e mais um pouco nesta época do Natal. Não só flores, mas muito souvenires e árvores de natal de todos os tipos. O mercado de flores flutuante está aberto de segunda a sábado das 9h às 17h30 e, aos domingos, das 11h às 17h30. Achei sensacional. Fizemos várias comprinhas e passamos um bom pedaço aqui.

De lá, a excursão nos levou a uma fábrica de Diamantes,  a Gassan Diamonds. Amsterdã é conhecida por seus diamantes há mais de 425 anos e a Gassan Diamonds é uma das empresas mais famosas e especializadas. Lá, fizemos um tour, com guia em português. Observamos o processo de lapidação das pedras, cores, cortes e a especifidade da empresa que desenvolveu um diamante com 121 cortes. Além disso, tivemos contato com algumas réplicas. Ao final, você pode comprar um diamante ou jóias com diamantes e relógios. Para quem gosta de jóias (não é o meu caso!) havia relógios em preços acessíveis e exclusivos.

Apesar de nao gostar dessas visitas guiadas de excursão. Vale a pena a visita a esse universo que faz parte da cidade.

Em seguida, a excursão nos deixou na Old Church, próximo a Central Station. De lá, pegamos o Tram 3 que nos levou até a Museumplein. Poderíamos ter pego também o 12, 16 ou 24. As paradas são: a homônima Museumplein ou Van Baerlestraat.

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A Museumplein é a Praça onde estão localizados os três principais Museus da cidade: Rijksmuseum, Museu de Van Gogh e o Museu de Arte Moderna Stedelijk. É lá também que está o famoso letreiro IAMSTERDAM.

Ficamos receosos de pegar muita fila e fomos direto comprar os ingressos para o Museu de Van Gogh (15 euros por pessoa), mas foi bem tranquilo. Compramos em uma lojinha que fica ao lado do letreiro (ver foto).

Não enfrentamos filas e o museu é incrível! Bom, sou suspeita, pois Van Gogn é meu pintor favorito. Mas, impressiona a estrutura, a disposição das telas, a organização do acervo. Sensacional!!!

Ao sair do Museu passeamos pelas Museumplein e Leidseplein e comemos por ali mesmo, em barracas no meio da rua. O pedido… as famosas  panquecas de Amsterdã. Deliciosas e enormesss.

De lá, pegamos outro Tram, pois tínhamos visita agendada para a Casa de Anne Frank. O endereço é Prinsengracht 263-267. Os trams podem ser o  13, 14 e 17 ou ônibus 170, 172 e 174 descendo na parada ‘Westermarkt’. Pegamos o Tram 13, mas acabamos descendo na estação errada. Contudo, como nos informaram que estávamos no Bairro Jordaan que, além de ser o mesmo bairro do museu é um dos mais tradicionais de Amsterdã, resolvemos seguir a pé as longas 15 quadras que nos distanciavam.

Foi maravilhoso! O bairro é lindo e pudemos sentir a atmosfera da cidade, principalmente por suas construções mais antigas e preservadas. Sem falar nas lindas lojinhas, cafés, bicicletas por todo canto, feirinhas de rua e de natal e canais maravilhosos.

Ao chegar a Casa de Anne Frank a fila assusta, mas, o fato de comprar antecipado é a grande dica. Pela internet, no próprio site do museu. Além de mais barato, vai te poupar a filas imensa. Na época, comprei por (9,50 euros). Nós tínhamos agendado às 16h20min, mas mesmo chegando um pouquinho adiantado não houve problema para entrar.  Uma porta de vidro e fechada, ao lado da porta de entrada da grande fila é o local que você irá  se tiver comprado antecipado.

O museu é o melhor museu que eu já visitei na vida! Vale cada centavo e até a fila gigantesca se você não tiver comprado antecipado. É sensacional! Indescritível!

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Quando saímos, já mortinhos da silva, foi que lembramos do barco nos canais. Não podíamos sair de Amsterdã sem esse passeio. Só não sabíamos que podíamos ter visitado todos os lugares utilizando apenas esse meio de locomoção.

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Enfim… praticamente na entrada da Casa de Anne Frank compramos o ingresso da linha vermelha, a mais longa (17,50 euros). Ok, é um pouco salgado, mas se soubéssemos disso antes. Tínhamos pego essa linha, desde a Centraal Station. Ela faz paradas no: Maritime museum artis zoo e Nemo; Heineken experience, Museumplein, Vondelpark, Praça Dam, Casa de Anne Frank, Hermitage city hall (que dá acesso a Casa de Rembrandt e a Gassan Diamonds) e Centraal Station.

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Além das paradas o passeio é ótimo. Como disse no inínicio, me apaixonei pelas casas flutuantes. Estávamos passeando e observando as pessoas jantando em suas salas ou assistindo tv na sala. Além disso, nessa época natalina o passeio fica ainda mais lindo, com a iluminação da cidade, das pontes…. No mais, você pode entrar com comida no barco que tem mesinhas, wi fi grátis e é super aconchegante.

Voltamos para o hotel já tarde da noite. Optamos por não visitar o Bairro Rojo. Sinceramente, não era esse o nosso interesse em Amsterdã. Apesar da sua concepção de liberdade  que a cidade passa…  Amsterdã vai muito, mas muito além dessa característica.

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Inesquecível!!!

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2 respostas para Amsterdã (Amsterdam)

  1. Maryluz Lima da Paixão disse:

    Adorei a maneira como você descreveu essa linda viagem, os principais pontos, as dicas, os endereços e os sites. Amsterdã com certeza fara parte do meu roteiro de viagem.

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